Terceira Mensagem de Fátima

 

Antigas e Novas Revelações

 

A 13 de Maio de 1977, a Rádio Vaticana anunciou o seguinte: “Nem João XIII nem Paulo VI consideraram oportuno revelar a terceira parte do mistério de Fátima ao mundo, e quanto foi publicado no jornal de Stuttgart “Neues Europa”, a 15 de Outubro de 1963, não foi nem desmentido, nem confirmado”.

O artigo, assinado por L. Einrich, é fruto de uma indiscrição diplomática feita ao jornalista, que na ocasião serviria para enviar a mensagem às autoridades políticas de Londres, Moscovo e Washington, a fim de que cessassem os experimentos nucleares.

A tradução italiana do documento sacudiu, e não foi pouco, a opinião pública pela evidente referência que faz à vidente de La Salette (França) e à bomba atómica, arma cuja primeira e verdadeira explosão teve lugar muitos anos depois.

“De qualquer forma, existe a certeza de que a terceira parte do 'segredo' encerra uma particular gravidade, confirmada pela trágica realidade que hoje está vivendo o mundo. Chegou a plenitude dos tempos? Estamos a viver o prólogo do Apocalipse profetizado por João?”.

 A 13 de Maio de 1977, às 21,30 horas, a Rádio Vaticana repetia as frases acima transcritas, acrescentando: “Nós só podemos, com filial obediência, remetermo-nos à paternal prudência e sabedoria do Santo Padre. Se os cristãos testemunham com o amor e a esperança na Misericórdia de Deus, devem também gritar com coragem a verdade da Justiça de Deus”.

É necessário, portanto, meditar com a máxima atenção nas palavras de Sor Lúcia, a vidente de Fátima, a qual, interrogada por uma sobrinha sua, Maria do Fetal, sobre a terceira parte do segredo, e depois de recolher-se em silêncio e profunda oração, respondeu-lhe assim: “Quando regressares a casa, lê de novo e com particular atenção o capítulo XII do Apocalipse e terás a solução”. O mesmo repetiu a outra pessoa: “Tudo está no Evangelho e no Apocalipse. Lede-os”.

Anos depois, a 13 de Maio de 1982, o mesmo papa João Paulo II, no dia do aniversário do atentado, elevou uma súplica de aflição a Maria: “Afasta as ameaças quase apocalípticas que pairam sobre as nações e sobre a humanidade!”

Antes que o Santo Ofício proibisse a Sor Lúcia todo o diálogo com estranhos, algumas pessoas, desprovidas da permissão regular da Santa Sé, como o Padre Lombardi, puderam falar com ela e, em concreto, este perguntou-lhe, através do torno do locutório: “Se as palavras da Virgem Maria permitiam, pelo menos, crer que estamos caminhando para um mundo melhor”.

“Padre – respondeu –, é necessária uma grande renovação, que se não se chega a realizar, só uma parte muito limitada do género humano se salvará”.

 As frases que proferiu depois Sor Lúcia, na presença da Madre Superiora  e de outros prelados, foram cada vez mais diplomáticas.

 Continuamos a propor o texto que o Padre Fontes fez chegar à Santa Sé, contendo as palavras de Lúcia dos Santos; entre as quais estava também a terceira parte da mensagem. Fontes descreve Lúcia pálida, aflita e com muitas recomendações para ele: “Creia-me Padre, o Senhor castigará o mundo muito brevemente e será um castigo material... Diga a todos, Padre, que a Virgem disse-me muitas vezes que muitas nações desaparecerão da face da terra... Rússia será o flagelo escolhido por Deus para castigar a humanidade, se esta não se converte... Os Corações Imaculados de Maria e de Jesus estão aflitos devido à queda de almas religiosas e sacerdotais... O demónio sabe que os religiosos e os sacerdotes, descuidando a sua excelsa vocação, arrastam muitas almas para o inferno. A Virgem disse expressamente, repetindo-o três vezes: 'Aproximamo-nos dos últimos tempos... a luta iniciada é decisiva... Ou estamos com Deus, ou com o demónio. Já é tempo de que cada um, por sua própria iniciativa, leve a cabo boas obras e reforme a sua vida segundo as exigências da Virgem, sem esperar os estímulos das autoridades eclesiásticas' ”.

Seguidamente, Sor Lúcia disse ao Padre Fontes: “Esgotados os outros meios despreciados pelos homens, a Santíssima Virgem em pessoa oferece a última tábua de salvação com signos de lágrimas e mensagens dados a vários videntes espalhados pelo mundo”.

Do “Messagero de Fátima” (Mensageiro de Fátima), de 13 de Novembro de 1959, retiramos outra frase de Lúcia, que realça: “O segredo da mensagem até 1960, no que respeita à terceira parte do mesmo”.

Dá a impressão que estas declarações foram revistas e com novos argumentos sucessivamente por parte de Lúcia, por um lado, e fazendo finca-pé com elas o sacerdote mexicano, por outro, até ao ponto de este ter de entregar a sua demissão. Esta não é uma postura nova por parte das autoridades eclesiásticas. Directamente, a 8 de fevereiro de 1960, um conciso comunicado de imprensa emitido pela Santa Sé, informava que: “O Terceiro Segredo de Fátima não se faria público”, acrescentando que “ainda que a Igreja reconheça as aparições de Fátima, não deseja assumir a responsabilidade de garantir a veracidade das palavras que os três pastorinhos afirmaram ter recebido da Virgem”.

Não há que subvalorizar o alcance das palavras pronunciadas a 13 de Maio de 1967 pelo Papa Paulo VI em Fátima: “O mundo está em perigo; é um momento carregado de consequências. Queira Deus que o mundo não seja flagelado por guerras, tragédias e catástrofes”. O mesmo pontífice, a 29 de Junho de 1972, declarou com dor: “Parece que por alguma fissura entrou o fumo de Satanás no Templo de Deus... Cremos que algo de sobrenatural ocorreu no mundo, precisamente para perturbar, para sufocar o frutos do Concílio Ecuménico”.

Monsenhor Corrado Balducci, nestes últimos tempos, comentou através da televisão (“Mixer”, 13 de Maio de 1991; “Canal 5”, em 1996; “Forum”, transmissão dirigida por Rita dalla Chiesa) e da imprensa (“Visto”: ”O Segredo de Fátima é autêntico”), o artigo assinado por ele com o titulo “Profecia e Realidade”, publicado no “Osservatore della Domenica” nº41, de 5 de Outubro de 1978, fazendo considerações muito importantes. O ofício foi publicado na vigília do Conclave para a eleição de actual papa João Paulo II.

 O artigo de Monsenhor Balducci citava algumas passagens como: “... Um grande castigo cairá sobre toda a humanidade... Satanás domina também nos mais altos cargos... Uma grande guerra terá lugar na segunda metade do século XX; fogo e fumo cairão do céu e as águas dos mares converter-se-ão em vapor... Milhões e milhões de pessoas perderão a vida...”.

Existem ainda as desconcertantes declarações do papa João Paulo II, quando respondeu a algumas perguntas importantes feitas por um número muito limitado de jornalistas, durante a sua viagem à Alemanha em 1980, à cidade de Fulda.

 Pergunta: Santo Padre, o que é segredo de Fátima? Já devia ter-se publicado no ano 1960?

Resposta: Pelo seu conteúdo impressionante e para não animar a força mundial do comunismo a certas ingerências, os meus predecessores preferiram fazer uma “versão diplomática” do segredo. Ademais, deveria bastar a cada cristão quanto segue: quando se lê (no segredo) que os oceanos inundarão continentes inteiros, que aos homens perderão a vida de repente, em minutos, e milhões deles..., sabendo isto, verdadeiramente não é necessário pretender que se publique este segredo... Muitos querem saber só por curiosidade, mas esquecem que o saber traz consigo responsabilidade...; eles querem somente satisfazer a sua curiosidade. Isto é perigoso quando, em semelhante tempo, não se quer fazer nada alegando que já não serve de nada.

Naquele momento, o Papa, mostrando a coroa do Rosário, afirmou: “Eis aqui a medicina contra este mal! Rezai, rezai e não pergunteis mais! O resto perguntai-o à Virgem”.

Depois de ter respondido a uma pergunta obre a comunhão com a mão, fez-se ao Papa uma última e definitiva pergunta em relação ao segredo de Fátima:

Pergunta: Como irão as coisas na Igreja?

Resposta: Devemos estar bem preparados para próximas e grandes provas, que podem incluso requerer o sacrifício da nossa vida e a entrega total a Cristo e para Cristo... As provas poderão ser reduzidas com a vossa e nossa oração, mas já não podem evitar-se, já que só deste modo poderá chegar uma verdadeira renovação da Igreja, que já doutras vezes renasceu no sangue... Não será diferente tampouco desta vez. Preparemo-nos.”

O Papa, com esta declaração, quase pressagiava o atentado contra a sua pessoa, que teve lugar meses depois na Praça de São Pedro, por obra de um terrorista turco: Ali Agca.

Também o cardeal Joseph Ratzinger, Perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santa Inquisição, ex-Santo Ofício), respondendo às perguntas do jornalista Vittorio Messori, apresentadas no seu livro “Rapporto sulla Fede” (“Informe sobre a Fé”), fala claramente da terceira mensagem de Fátima. Eis aqui as suas declarações:

Ratzinger: Sim, li a terceira mensagem de Fátima.

Messori: Pelo mundo circulam versões jamais desmentidas que descrevem o conteúdo do segredo como inquietante, apocalíptico, anunciador de terríveis sofrimentos. O mesmo Papa João Paulo II, na sua visita pastoral a Fulda (Alemanha), parece ter confirmado o conteúdo, certamente nada confortante daquele texto. Antes dele, Paulo VI, na sua peregrinação a Fátima, parece que também indicou os temas apocalípticos do segredo. Porque não se decidiu fazê-lo público, incluso para evitar suposições aventuradas?

Ratzinger: Se esta decisão não foi tomada até agora, não é porque os papas queiram esconder algo terrível.

Messori: Sendo assim, há algo terrível naquele manuscrito de Sor Lúcia?

Ratzinger: Se o houvesse, isso não faria mais do que confirmar a parte já conhecida da mensagem de Fátima. Desde aquele lugar emitiu-se um signo severo que vai contra os maus modos imperantes de fazer as coisas, uma reclamação à seriedade da vida e da história, aos perigos que gravitam sobre a humanidade. É quanto o próprio Jesus recorda, não temendo dizer: “Se não vos converteis, perecereis todos” (Lucas, 13-3). A conversão em Fátima recorda-o plenamente...              

João Paulo II, na sua segunda viagem à Alemanha, em 1984, fez esta advertência: “O mundo está a viver o capítulo XII do Apocalipse!” Eis aqui, por conseguinte, repetidas pelo Papa as mesmas palavras de Sor Lúcia de Fátima ditas à sua sobrinha (como já lemos antes), respondendo sobre o conteúdo do segredo.

Mas o que é que anuncia este capítulo da Apocalipse de João? Nele fala-se de sete signos, sete selos que têm a ver com o futuro trágico da humanidade, que concluirá com a instauração do reino de Deus na Terra. Fala-se de uma “Mulher vestida de Sol”, que grita devido às dores do parto, e que dará à luz o Filho que governará as nações com mão de ferro no nome de Deus; fala-se do “Dragão”, símbolo do mal, etc.

Fátima e a presença em geral da Virgem ( a Mulher vestida de Sol), tem a ver, portanto, com o cumprimento das profecias bíblicas e, de modo especial, com a realização da revelação de João, o Apóstolo, recebida na mesma ilha de Patmos. Só por este motivo tão importante se podem explicar as declarações de João Paulo II e de Sor Lúcia, relativamente ao capítulo XII do Apocalipse.

Então, porque que é que o segredo permaneceu oculto, ou seja, não publicado oficialmente, ainda que transmitido ao grande público através de versões diplomáticas do Vaticano, de declarações do Papa concedidas durante as suas viagens, ou através de entrevistas de altos prelados da Igreja que conhecem o segredo só parcialmente?

Recordemos que os altos prelados que têm conhecimento do segredo de Fátima, o original (escrito por Sor Lúcia de seu punho e letra), são, para além do Papa, os seguintes:

 –O Cardeal Ratzinger, Perfeito da Santa Sé.

–Monsenhor Loris Capovilla, que foi secretário pessoal de João XXIII.

–Monsenhor S. Dziwisz, Secretário pessoal do actual Papa, João Paulo II.

–O actual Bispo de Fátima e todos os demais que lhe precederam nesta cidade, desde 1917 em diante.

Por fim, também têm conhecimento do texto original do segredo alguns prelados italianos e polacos, amigos íntimos do Papa João Paulo II.

A esta última pergunta, está em condições de responder com certeza o Cardeal Monsenhor Silvio Oddi, dado que numa entrevista concedida, a 17 de Março de 1990, ao semanário “Il Sabato” (“O Sábado”), e em vários encontros privados, incluindo um em que estava presente o estigmatizado de Fátima, Giorgio Bongiovanni, contou que ele mesmo teve a possibilidade de encontrar-se  no ano de 1985 com Sor Lúcia de Fátima, argumentando não sobre o conteúdo do segredo, mas sobre os motivos pelos quais se tinha decidido não publicá-lo. Eis aqui a resposta precisa dada por Sor Lúcia a Cardeal Oddi: “Falei com o Santo Padre durante a sua visita de peregrinação a Fátima, em 1982, para dar graças à Virgem por ter-lhe salvado a vida no atentado do ano anterior e, tendo-nos reunido, decidimos não publicar o segredo de Fátima para evitar que pudesse ser “mal interpretado” ”.

Nós perguntamos porquê. Veremos o que acontece!

Em 1940, muitos anos antes do atentado de João Paulo II na praça de São Pedro (1981), Sor Lúcia de Fátima divulgou uma mensagem reveladora de Jesus: “Castigarei as nações por causa dos seus delitos, permitindo a guerra, a fome e a perseguição à minha igreja, que pesará sobretudo sobre o meu vigário na Terra.” (presságio- admoestação para o atentado de 1981?).

A 13 de Maio de 1981, na Praça de São Pedro do Vaticano, tem lugar o atentado mais grave do século XX. Um terrorista turco dispara contra o Papa João Paulo II, cabeça da Igreja Católica, Apostólica e Romana. O mundo vive em tensão e treme perante este trágico acontecimento.

Alguém, atento aos acontecimentos mundiais, desde faz anos em sintonia com as Potências Celestes e a Virgem, como o contactado Eugénio Siragusa, escreve e divulga à imprensa e ao mundo que “o atentado contra o Papa é uma grave advertência para a Igreja e para a humanidade, porquanto não se quis todavia publicar oficialmente o terceiro segredo de Fátima”. Também se lê no comunicado de Eugénio Siragusa, recolhido e partilhado por muitos laicos, católicos e outros, pertencentes a diversos grupos espirituais (e naturalmente não aceite pela hierarquia católica) que “amar, venerar e desobedecer à Virgem Maria, de que serve? Porquê tanta veneração, justamente devida à Virgem Maria, por parte do Papa e da Igreja, se depois não se difunde ao mundo uma grave, grande e milagrosa mensagem sua?”

Nas comunicações de Eugénio Siragusa, lê-se: “É certo e verdadeiro que Satanás armou a mão do 'assassino', Ali Agca; que disparou contra o Papa, mas também é verdade que Satanás é um instrumento de Deus, tanto para tentar como para castigar”.

 Porquê Satanás, com a permissão de Deus, serviu-se de um assassino para ferir o Papa na Praça de São Pedro, a 13 de Maio de 1981, aniversário da aparição da Virgem de Fátima? Que cada um responda com sugere o próprio coração e a própria fé. Nós só podemos recordar e relacionar as impressionantes e extraordinárias declarações feitas pelo mesmo Papa a um íntimo amigo seu, o bispo checoslovaco Paolo Hnilica, amigo do já defunto Paulo VI.

Lê-de, lê-de muito atentamente e meditai.

Eis aqui alguns fragmentos da entrevista concedida por Monsenhor Hnilica, nos dias 19 e 20 de Maio de 1986, no Vaticano, ao jornalista editor Piero Mantero:

Pergunta: Que disse o Papa a respeito de Ali Agca e o atentado?

Resposta: Durante os dias do processo, num dos pequeno-almoços  que tomei com o Papa, à pergunta de “Quem haverá detrás das mãos do turco?”, o Papa respondeu naturalmente: “Satanás!”, e acrescentou: “Também Satanás é um instrumento de Deus”. E Monsenhor continuou dizendo: “Ali Agca é também instrumento Satanás, mas Deus usa também a malícia de Satanás para que se cumpram os seus desígnios...”.

Eis aqui, por conseguinte que, depois de muitos anos, são confirmadas com provas indiscutíveis as proféticas mensagens de Eugénio Siragisa sobre o segredo de Fátima e sobre o atentado contra o Papa.

Ele declarou muitas vezes ter salvado a vida graças à Virgem Maria. Nós perguntamo-nos, então: “Visto que o Papa é consciente de que Satanás, com a permissão de Deus, armou a mão de Ali Agca, com a intenção de feri-lo de morte (advertência), e de que Deus, sempre por meio da Virgem, o salvou duma morte segura (misericórdia), porque não anuncia ele solenemente ao mundo a mensagem de Fátima? Isto é, a terceira parte do segredo, onde a Virgem Maria, por vontade de Deus, anuncia ADMOESTAÇÃO (castigos para os pecadores e assassinos que não se arrependam), e MISERICÓRDIA (graças para todos aqueles que se convertam) para o género humano na segunda metade do século XX?

Talvez o Papa esteja condicionado pelas grandes hierarquias do Vaticano (cardeais e bispos), que temem pela gravidade do segredo que, entre outras coisas, anuncia divisões entre cardeais, castigos e provas para a Igreja?

O mesmo Papa, como citamos anteriormente (Alemanha 1991), declarou que “não podem ser evitadas as grandes provas para a Igreja, e que é necessário sacrificar a própria vida para salvar o salvável”.

A nossa esperança é que João Paulo II, ou o seu próximo sucessor, façam um acto de obediência à Virgem, fazendo oficial o terceiro segredo de Fátima. Também Sua Santidade, frente ao juízo de Deus, deverá assumir as suas responsabilidades.

Para concluir, desejamos que conheçais as declarações de Monsenhor Loris Capovilla (que foi secretário do Papa João XXIII), concedidas através de uma cinta de audio ao grupo “NONSIAMSOLI”, a 27 de Fevereiro de 1992, em Bérgamo, na casa do defunto Papa. As declarações concedidas na presença do que escreve, o estigmatizado Giorgio Bongiovanni, foram posteriormente desmentidas, hipocritamente, pelo mesmo Monsenhor durante uma transmissão da emissora católica “Rádio Maria”. De todos os modos existe, como prova inegável e indiscutível, a gravação na cassete de audio. Giorgio Bongiovanni pergunta a Monsenhor Capovilla, que conhece a versão original escrita por Sor Lúcia, se a versão diplomática do terceiro segredo de Fátima difundida pelo semanário alemão “Neues Europe”, no princípio dos anos 60, corresponde ao texto autêntico. A resposta dada por Monsenhor Cappovilla, na presença de Filippo e Giorgio Bongiovanni, que está gravada, foi a seguinte: “Lendo o texto que tu me apresentaste, estou somente perante o núcleo central, que é o que se corresponde com a verdade; de qualquer forma há alguns fragmentos do texto que alguém acrescentou e aumentou”.

Neste ponto, um número considerável de altos prelados da Igreja reconhece oficial e publicamente a autenticidade da versão diplomática do terceiro segredo de Fátima, publicada pelo “Neues Europe” em 1963; enquanto que o Papa João Paulo II, alguns dos seus predecessores e Sor Lúcia, a comprovaram implicitamente através de declarações pessoais, oficiosas e através de entrevistas muito reservadas que foram feitas públicas depois graças à imprensa.

Não obstante, falta a chave fundamental do terceiro segredo de Fátima: a publicação solene e oficial, por parte da máxima autoridade da Igreja, o Papa.

Esta declaração oficial dissiparia todas as dúvidas nos mil milhões de cristãos, e ainda outros muitos milhões de pessoas doutras confissões religiosas e laicas tomariam consciência imediata da preocupação, do amor, da justiça e da presença da Vontade Divina entre os Homens. Mas isto não é tudo, pois NA VERSÃO DIPLOMÁTICA DO TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA FALTA UMA PARTE: AS FAMOSAS 25 LINHAS ESCRITAS POR SOR LÚCIA, DE SEU PUNHO E LETRA, ainda desconhecidas totalmente pela opinião pública mundial. E em relação às quais, ainda hoje , nenhum representante da Igreja, nem o mesmo Papa, nem Sor Lúcia, fizeram a mínima referência.

De que se trata então?

Actualmente existem personagens, tanto católicos como laicos, tanto estudiosos como prelados, que se aproximaram da verdade, mas sem tomar consciência da mesma. Entre eles, é conhecido o professor Francisco Sánchez Ventura e Pascual, advogado e catedrático espanhol, o qual no seu livro “O Segredo Oculto de Fátima”, demonstra através de escrupulosas investigações e testemunhos no interior do Vaticano, que a versão diplomática do segredo de Fátima não está completa. Falta algo que poderia –disse o autor– “ser uma revelação ou profecia tão poderosa, que poderia comprometer e abater totalmente o poder temporal da Igreja”.

O professor Sanchez tem razão, porque nós hoje, oficialmente, revelamos a parte que falta do terceiro segredo de Fátima, depois de tê-lo anunciado pela boca do estigmatizado Giorgio Bongiovanni em numerosas ocasiões, mediante programas televisivos nacionais e internacionais.

Perguntai-vos então: Qual poderia ser o acontecimento maior, capaz de abater todos os poderes materiais, temporais, religiosos, aparte de políticos e económicos da Terra?

A parte final do terceiro segredo de Fátima está no conhecimento apenas do Papa, de Sor Lúcia e de pouquíssimos outros homens, pertencentes sobretudo aos serviços secretos vaticanos.

Nesta parte, a Virgem Maria disse a Lúcia:

“... E  NAQUELE TEMPO (SEGUNDA METADE DO SÉCULO XX), SERES CÓSMICOS VIRÃO À TERRA DESDE LONGÍNQUOS CONFINS DO UNIVERSO, EM NOME DE DEUS...”.

Esta extraordinária revelação já está em curso (veja-se o fenómeno OVNI e a obra e a mensagem dos chamados contactados: Eugénio Siragusa, George Adamski e outros) e, tal como desde faz anos temos dito e repetido, está em estreitíssima relação com a vinda do Messias, Jesus-Cristo, e com o nascimento de todas as vossas confissões espirituais e religiosas.

Eis aqui a revelação completa do famoso “segredo de Fátima”.

Por este motivo fundamental, o que subscreve, Giorgio Bongiovanni, foi sinalado em Fátima com as sagradas feridas da cruz, por vontade de Cristo e da Mãe Myriam, para ser INSTRUMENTO DE INTERPRETAÇÃO E DE REVELAÇÃO DA MENSAGEM COMPLETA DE FÁTIMA, DA REVELAÇÃO DA VIDA EXTRATERRESTRE, DA VISITA EXTRATERRESTRE AO VOSSO PLANETA E DA PRÓXIMA MANIFESTAÇÃO DE JESUS-CRISTO NA TERRA.

Ele, na verdade, já regressou e, como tinha dito, poucos, pouquíssimos, tomam consciência de tal evento. Ele está de incógnito na Terra, mas já visitou e está visitando àqueles que “não estiveram nunca órfãos”. Ele, quando o considera oportuno, envia sinais tangíveis da sua presença e da da Mãe Celeste Myriam.

Este larguíssimo discurso nosso, como antes se demonstrou, está amplamente documentado por declarações e testemunhos oficiais e oficiosos  por parte de acreditados expoentes do poder da Igreja Católica, incluindo o Papa João Paulo II, por poucas, mas extremamente importantes, declarações de Sor Lúcia, única sobrevivente na Terra, testemunha da aparição da Santa Virgem e depositária das três mensagens dirigidas à humanidade deste século, predominantemente obscurantista.

Sabemos que tudo isto provocará no nosso irmão e servo, Giorgio Bongiovanni, dificuldades e incompreensão, sobretudo por parte dos poderes religiosos e políticos na Terra.

Mas ele, junto a todos aqueles que são testemunhas e devotos da Mãe Celeste é consciente de que a verdade deve ser revelada, a fim de que aqueles que desejem conhecer os “signos dos tempos” possam. deste modo, tornar-se “livres, mas livres de verdade”.

Paz!

 Do Céu à Terra: Jesus

 

assinado:

Giorgio Bongiovanni, estigmatizado

Porto Santo Elpídio 20 de Setembro de 1996; 19,30 horas